Escrevendo as quintas. O protagonista da sua história deve ser um alienígena que chega à
Terra e consegue, ou tenta entrar em contato conosco. Que impressão causaríamos
nele? O que ele pensaria de nós? É isso que você precisa desenvolver! A proposta vem do amigo Luferura onde tem links dos participantes. Confira.
A
Visita ao sertão na madrugada
Ele desceu sem barulho. Não era disco voador nem luz no céu. Era só um homem alto, pele cor de lua, olhos grandes e calmos, parado no meio do jardim branco da Dona Lúcia às 3:17 da manhã. A lua estava radiante. As flores brancas pareciam espelhos.
Na parede da sala tinha uma foto: Dona Lúcia, irmã e os pais, já falecidos, plantando e cuidando desse mesmo jardim. Ele encostou a mão na foto. A mão dele ficou fria.
"Vocês
guardam gente que já foi embora em pedaços de papel. E cuidam das flores que
eles plantaram. Isso é o que vocês chamam de saudade. Nós não temos. Talvez por
isso não viramos flores"
Quando enfim veio a noite, antes de ir, ele olhou a lua e depois as flores. "Vocês pegam a luz de longe e plantam no chão. Chamam de jardim. Chamam de esperança."
Na outra madrugada sob um clarão, ele subiu. Sem barulho de novo. Deixou só um rastro de orvalho a mais nas pétalas brancas. Quando amanheceu Dona Lúcia achou o jardim mais cheiroso. E jurou que a lua na noite anterior tinha piscado para ela.
Toninho
06/08/2026
Grato pela leitura


Aplaudindo muito daqui.... Quanta poesia ,doçura no teu texto... Essas constatações dele tão bem colocadas aqui...Ficou show e destaco un trechinho ,quando fala que guardamos gente que já foi em papel e cuidamos das flores por elas plantadas... ADOREI! abração, ótimo dia! chica
ResponderExcluirHola Toninho,
ResponderExcluirTu relato no sólo me parece bonito, también muy delicado y esperanzador. Lo que escribe nuestro visitante son impresiones que quizás tenga que explicarse, cosas que no entiende, pero que son verdad. A lo mejor necesitamos una explicación de cómo nos ven de fuera para comprendernos mejor .
Un saludo
Olá Toninho,
Achei sua história não apenas bonita, mas também muito sensível e inspiradora. O que nosso visitante escreve são impressões que talvez precisem de explicação, coisas que ele não entende, mas que são verdadeiras. Talvez precisemos de uma explicação sobre como somos vistos de fora para nos entendermos melhor.
Atenciosamente,
Amigo Toninho, bom dia de Paz!
ResponderExcluirOs extraterrestres talvez sejam muito mais.humanos do que nós.
Tenha dias abençoados!
Abraços fraternos
Un relato delicado, con tintes místicos, pero muy humano. Saludos
ResponderExcluirMaravillosa participación Toninho. Qué ternura destila. Si pensamos como el alienígena si que es curioso todo lo que anota y el significado que le damos a nuestros recuerdos. El final me ha parecido deslumbrante. Te aplaudo por este bellísimo texto. Un abrazo
ResponderExcluirHola Toninho, escribiste un texto bellísimo, una historia que encanta y emociona, sin dudas con mucho sentimiento.
ResponderExcluirExcelente tu participación, disfruté de leer tu cuento.
Un abrazo y buen fin de semana.
PATRICIA F.
Me gusta el tono sereno y místico que le has dado a las anotaciones que va haciendo el visitante analizando la conducta de quien observa. Un abrazo
ResponderExcluir¡Qué historia tan emotiva y llena de poesía, Toninho! Me ha conmovido profundamente la forma en que este visitante observa la vida de Doña Lucía. Es precioso cómo transforma nuestras contradicciones —el llanto, el tiempo que se nos escapa, los recuerdos en papel— en gestos de una belleza diminuta y luminosa. Y esa idea de que la luz de la luna, también extraterrestre, termina germinando en las flores del jardín es un cierre mágico. Un relato tierno, humano y precioso.
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