Curtinhas da Chica é mais uma proposta dela para agotar os neurônios, uma imagem e jogo de palavras dadas no seu blog sementesdiarias. Confira e agite seus neuronios por lá. Nesta edição ela apresenta uma imagem minha, que eu agradeço. Para a imagem abaixo usar as palavras: flor, sertão e outras.
Quando a chuva beija o sertão,
a palma de espinho agradece em flor,
renasce no peito a fervorosa oração:
saber que outra seca passa, fica o amor.
No árido peito do grande sertão,
desabrocha uma esperança em flor,
a palma é alimento contra a solidão o sertanejo outra vez agradece em louvor.
BC_Botando
a cabeça para funcionar é um projeto de nossa Chica para uma imagem postada no blog sementesdiarias todos os dias 5, 15 e 25 para leitura livre em comentários e ou postagem.
Dê sempre uma mão.
Essa
árvore não está sozinha. Ela cresceu torta, cansada do vento, mas alguém
estendeu a mão literalmente. Uma mão de cimento, fria e dura, mas que segura o
tronco numa bela forma de sustentar para não cair.
Creio,
que é assim com a gente também. Tem fases, que a gente não dá conta
sozinho. O vento vem forte, as raízes balançam, e a gente entorta e até
cai.
A
gente precisa desta mão misteriosa, que vem de um amigo, um parente ou mesmo de
uma pessoa estranha, mas ela sempre vem e nos sustenta.
Nossa
arte pela vida, vem da fé, da força que nem sempre é se manter de pé. Podemos
entortar, mas não cair, quando aceitamos as escoras da vida.
E
um dia, quando estiver forte de novo, ser a mão de cimento para outra árvore.
É
importante entender e reconhecer que às vezes a gente é a árvore, às vezes a
gente é a mão de cimento. O cuidar é valoroso, mas ser cuidado é muito lindo.
Escrevendo as quintas. O protagonista da sua história deve ser um alienígena que chega à
Terra e consegue, ou tenta entrar em contato conosco. Que impressão causaríamos
nele? O que ele pensaria de nós? É isso que você precisa desenvolver! A proposta vem do amigo Luferura onde tem links dos participantes. Confira.
A
Visita ao sertão na madrugada
Ele
desceu sem barulho. Não
era disco voador nem luz no céu. Era só um homem alto, pele cor de lua, olhos
grandes e calmos, parado no meio do jardim branco da Dona Lúcia às 3:17 da
manhã. A lua estava radiante. As flores brancas pareciam espelhos.
Curioso
passou a anotar suas impressões: "Vocês choram com água", ele anotou.
"E regam plantas com a mesma água e lavam as calçadas. Tristeza e vida vêm
do mesmo lugar lá no sertão da Lúcia. Ineficiente. Bonito."
Ele
viu o relógio da cozinha. Tic-tac, outro relógio com passarinho pela sala e
anotou: _ "Vocês inventaram uma máquina pra contar o que não para. E ainda
assim chegam atrasados. Correm atrás de segundos e esquecem das horas."
Na
parede da sala tinha uma foto: Dona Lúcia, irmã e os pais, já falecidos,
plantando e cuidando desse mesmo jardim. Ele encostou a mão na foto. A mão dele
ficou fria.
"Vocês
guardam gente que já foi embora em pedaços de papel. E cuidam das flores que
eles plantaram. Isso é o que vocês chamam de saudade. Nós não temos. Talvez por
isso não viramos flores"
Quando
enfim veio a noite, antes de ir, ele olhou a lua e depois as flores. "Vocês
pegam a luz de longe e plantam no chão. Chamam de jardim. Chamam de
esperança."
Na
outra madrugada sob um clarão, ele subiu. Sem barulho de novo. Deixou só um
rastro de orvalho a mais nas pétalas brancas. Quando amanheceu Dona Lúcia achou
o jardim mais cheiroso. E jurou que a lua na noite anterior tinha piscado para
ela.
Umaimagem e uma trova é um incentivo da Lúcia à estrutura de trovas, para uma imagem postada no seu blog brincadeirasdepoetas, com links dos amigos participantes, deixo tres olhares para a imagem da encantada chácara da Lúcia.
Trova 1
Jardim branco sob
o luar.
No silencio brilham flores.
Lua radiante vem velar
Paz pelos arredores.
Trova 2
Noite veste flor de neve
Lua pinta tudo de prata
Orvalho desce suave.
Meu coração se desata.
Trova 3
Branca flor, lua no céu
Brilho que desce do alto
Jardim vira espelho meu
Encontro um acalanto.