Essa árvore não está sozinha. Ela cresceu torta, cansada do vento, mas alguém estendeu a mão literalmente. Uma mão de cimento, fria e dura, mas que segura o tronco numa bela forma de sustentar para não cair.
Creio,
que é assim com a gente também. Tem fases, que a gente não dá conta
sozinho. O vento vem forte, as raízes balançam, e a gente entorta e até
cai.
A
gente precisa desta mão misteriosa, que vem de um amigo, um parente ou mesmo de
uma pessoa estranha, mas ela sempre vem e nos sustenta.
Nossa
arte pela vida, vem da fé, da força que nem sempre é se manter de pé. Podemos
entortar, mas não cair, quando aceitamos as escoras da vida.
E
um dia, quando estiver forte de novo, ser a mão de cimento para outra árvore.
É
importante entender e reconhecer que às vezes a gente é a árvore, às vezes a
gente é a mão de cimento. O cuidar é valoroso, mas ser cuidado é muito lindo.
Toninho
15/08/2026
Grato pela leitura.
Hoje parabenizo nossa amiga Carmem (Calu)
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