sábado, 5 de setembro de 2026

Botando a cabeça para funcionar

 


A sombra de um gato na parede nunca é só um gato. É um gato em versão fantasma. Maior, mais dramático, mais dono da casa do que nunca. Lembro que, quando criança gostava de ver minha sombra na parede e me tornar grande, assim como fazia sombras, criando figuras com uso das mãos.

O gato real está ali, pequeno, pensativo, ora lambendo a pata, sem dar a mínima atenção para os presentes. Ora parece vigilante, pronto para um ataque.  Mas a sombra dele na parede, parece um leão, uma pantera, que acabou de acordar.

Fico pensando, que a sombra só estampa na parede, o que ele já sente por dentro. Este gato sempre se achou grande. A gente que não via e a parede é só o lugar onde ele finalmente pode se mostrar do tamanho que acha que tem. Mas ali no relax é todo docilidade.


Toninho

05/09/2026

Grato pela visita


Um comentário:

  1. Que lindo olohar sobre o gato, sua sombra e a reflexão final!
    Muito bom! E quem não lembra das brincadeiras com as sombras grandes nas paredes... Adorei! abração, linmdo domingo, chica

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