Escrevendo as quintas em 02/07/2026, foi idealizado e convocado pela Monica em seu blog neogeminis
Salvador escorria em lama morro abaixo naquele
abril. No alto, o bairro do Farol tinha condomínio de luxo. Eu morava no pé do
morro, no Beco do Tamarineiro que tinha esgoto a céu aberto, ponto de ônibus
que nunca chegava.
A intriga começou com uma portaria da prefeitura,
prometendo abrir uma rua ligando os dois lados do morro, como Integração social,
diziam os panfletos. Na prática, era asfalto para a construtora do vereador J. Pinto
construir edifícios com vista para o mar.
Eu assisti a toda trama, vi as ações de despejos. A estrada passaria por cima de doze barracos do Beco. A indenização que coube a cada morador, mal dava para pagar um barracão na periferia.
Eu um simples cobrador de ônibus demitido, quando a linha foi cortada para a obra. Eu conhecia todo mundo. Sabia quem devia, quem traía, quem era passível ao corrupto vereador.
Eu não contive. Comecei a juntar as pontas. Gravei o vereador prometendo cargo para a líder comunitária do Tamarineiro se ela calasse o povo. Filmei o síndico do Farol, pagando para acelerar o despejo. Postei num perfil do Instagram.
A cidade viu a postagem por 48 horas. O Beco tremeu. Então o perfil sumiu, o vídeo foi apagado. Tive de desaparecer, orientado por um advogado público. Alguns jornais noticiaram, que eu havia morrido em outra cidade numa tentativa de assalto, denegrindo a minha imagem.
De longe vi a rua inaugurada pelo prefeito, bajulado pelo vereador J. Pinto. Indignado eu que tinha salvo as postagens, resolvi enviar tudo ao Ministério Público por meio do tal advogado.
Decidido pela justiça, um justo ressarcimento aos doze moradores com recursos da empresa do J. Pinto. Pelos jornais fui indenizado e com retratação. Depois, me exilei numa praia isolada de onde tornei publica toda intriga e trama da turma do Farol.
Toninho
01/07/2026
Grato pela visita

Que buen relato nos dejas, al final pudo conseguí vese lugar donde poder difundir todo lo que esa playa ocurría
ResponderExcluirAlguien lo tenía que hacer y que mejor que élun abrazo , feliz semana.
UAU, que intriga essa!
ResponderExcluirPior que tantas vezes não é só ficção isso!
Bem assim, fazem planos, promessas de melhorias para o povo e , no entanto, ou irão privilegiar a uns poucos abastados ou ao seus próprios bolsos.
ADOREI! Tu és incrível em qualquer tipo de desafio! Parabéns!
abração, lindo feriado aí! chica
Quanta criatividade e inspiração!! Amei essa intriga e o desfecho positivo. Toda mentira e corrupção deveria ser denunciada por um corajoso, pois esses políticos vivem de brincar com o povo, é maldades em cima de maldades e o bem para o povo, zero!
ResponderExcluirBeijos!
mmmm sempre la política ensuciando todo.
ResponderExcluirLa corrupción se viste muchas veces de gala y no de andrajos. Muy bueno. Saludos
ResponderExcluirNão sabia que tu eras assim tão corajoso rsrs mas como todo poeta é fingidor , vou acreditar ... muito correto desenvolvendo a cidadania que todos deveriam cumprir.
ResponderExcluirBeijinhos, Toninho e bom final de semana.
Hola Toninho, muy real tu relato, la corrupción en las altas esferas para lograr más poder y los humildes siempre pierden ante ello, el justo debe esconderse mientras el corrupto disfruta. Muy buen relato, me ha gustado
ResponderExcluirPATRICIA F.
Boa noite, conterrâneo. Sensacional essa intriga. Bom que no final parece que se conseguiu um preço justo às custas da empreiteira. Muita luz e paz. Abs. Tive que fechar momentaneamente os meus blogs, no momento só estou publicando nesse link.
ResponderExcluirReal como la vida misma y los desahucios y las comisiones, estamos arreglados,en todos lados igual.
ResponderExcluirMe gustó incita a la reflexión.
A menudo a los de arriba les importa poco lo que pase con los que estan a pie de calle. Bien merecido tenían lo de las grabaciones inculpandolos... y mas q se merecían!
ResponderExcluirMuy buen relato, un abrazo!
Hola Toninho,
ResponderExcluirUna excelente historia, desgraciadamente la realidad supera a la ficción y esta historia se ha repetido en demasiadas ocasiones con algunas variaciones. Y es que los grandes robos se hacen dentro de la ley.
Un saludo.
Olá Toninho,
Uma excelente história, infelizmente, a realidade supera a ficção e esta história já foi repetida vezes demais com algumas variações. O fato é que grandes roubos são realizados dentro da lei.
Atenciosamente.
Me ha parecido un relato con una fuerte crítica social, que denuncia con acierto la corrupción, las desigualdades y los abusos de poder. La historia mantiene el interés de principio a fin y transmite un mensaje de valentía y perseverancia en la búsqueda de justicia, dejando una reflexión muy necesaria.
ResponderExcluirUn abrazo
Un justiciero que logra su cometido, aunque la corrupción profunda no termine de acabar. Gracias por sumarte, Toninho. Un abrazo
ResponderExcluirUna voz que no se vende, que no se calla ante la injusticia
ResponderExcluirBoa Tarde, Toninho.
ResponderExcluirSublime conto com base histórica, soberbamente narrada,
em que narra a luta de um morador contra forças poderosas que tentam silenciá‑lo e apagar sua comunidade. Apesar das pressões, ele consegue levar a verdade adiante. No final, os moradores são indenizados, ele é ressarcido, recebe um pedido de desculpas e reconstrói a vida numa praia isolada. A verdade vence e ele encontra paz.
Parabéns!
5*****
Beijinho e ótima semana com paz e saúde.😘
Se é ficção eu não sei!
ResponderExcluirSe é intiga eu também não sei.
Mas quanto a mim o Mineirinho fez um texto com muita verdade, pois na política é isso que estamos fartos de ver e saber.
Boa semana.
Um beijo.
:)
Amigo Toninho, gostei especialmente da forma como você transformou uma situação cotidiana em uma denúncia social, sem perder o ritmo da narrativa. A intriga não ficou apenas entre personagens; revelou o embate entre poder, desigualdade e resistência. Histórias assim lembram que a literatura também pode guardar a memória daquilo que muitos preferem esquecer.
ResponderExcluirAbraços fraternos,
Daniel
https://gagopoetico.blogspot.com/2026/07/o-santo-bateu.html